Hoje me deparei com a Bohemia Oaken sendo vendida aos montes no Wal Mart. Apesar da cerveja ter sido lançada no final de 2008, somente agora perto do final de 2009 é que descobri a existência da cuja dita.
Só fui descobrir agora a existência da cerveja graças a uma mega estratégia de marketing da cervejaria: foram produzidas somente 8 mil garrafas da Oaken, comercializada somente através do site www.bohemia.com.br em formato de kits exclusivos. Eis que agora eles resolveram vendê-las em mercados também.
Os kits eram compostos por 2 garrafas de 550ml – limitadas e numeradas– , duas taças especialmente desenvolvidas para a Oaken e um guia com os passos da fabricação e dicas de harmonização, embalados em uma bela caixa de madeira. O valor de comercialização de cada kit era R$ 85,00. Os 4 mil kits produzidos venderam que nem água e agora, pelo visto, os maníacos por cerveja como eu contam somente com as garrafas vendidas em avulso nos mercados – espero que a Bohemia pelo menos venda a taça também, como faz com os outros copos e taças de suas cervejas.
A Bohemia Oaken é uma edição especial da Bohemia, anunciada pela cervejaria como sendo a primeira cerveja brasileira maturada com carvalho. É feita com lúpulo inglês e maltes torrados europeus, passando por um processo de maturação com carvalho (francês) a -1ºC, o que confere a cerveja uma coloração amadeirada e espuma brilhante (lembrando que somente após a filtragem é que a cerveja ganha o aspecto brilhante).
No site da Bohemia, mais especificamente no Hotsite da Oaken, vocês podem conhecer mais de perto a cerveja e seu processo de fabricação: http://www.bohemia.com.br/?cod_keyword=17496111
Opiniões e Sensações
Particularmente, achei muito tosca a estratégia de marketing da AmBev. Caro leitor e cervejeiro, se você vai a um mercado e se depara com um kit lindo da Bohemia Oaken (2 garrafas de 550ml e duas taças numa caixa de madeira) e, por outro lado, vê um kit da sua cerveja favorita com conteúdo similar e custando muito mais barato, qual você compraria?
Deixando esse lado do marketing de lado e passando pra degustação.
Como não tenho a taça da Oaken, utilizei a da Stella Artois, que é a que mais se aproxima da taça da cerveja (das que tenho aqui).
A cor da Oaken é de um tom marrom brilhante, quase bronze. Lembra cerveja Ale.
A espuma é duradoura, brilhante e levemente cremosa. Não é aquela espuma rala, muito menos aquela que se forma rapidamente e em excesso. Mesmo depois de um minuto é possível encontrar parte da espuma ainda na taça, protegendo bem a cerveja contra a oxidação (quase um dedo de espuma, quase).
O aroma é leve, meio adocidado (um pouco parecido com o da Caracu… me lembrou um pouquinho a Leffe Blonde).
Amargor e adstrigência são leves, sendo que nos dos primeiros goles senti uma maior adstrigência – pro tanto que tem 6% de graduação alcóolica, a sensação é de que tem menos que isso. É uma cerveja de paladar leve, não deixa um gosto residual muito forte ou até mesmo enjoativo, muito peo contrário; a primeira coisa que me veio em mente foi de ter um pedaço de pão fresco bem macio na boca, com aquel amargozinho no fundo da língua bem característico (e leve também, caramba).
A Oaken não me deu aquela sensação exagerada de fartura que muitas cervejas dão, porém uma garrafa dela é suficiente. Porém, de todas as Bohemia edição especial, esta foi que consumi mais rapidamente que as outras.
Talvez um pedaço de queijo moçarela bem macio e bem pouco amargo caia bem com a Oaken, bem como um Emmenthal ou Estepe (acho que Gouda não vai bem). Talvez um Bire ou Camembert também, não sei ao certo. Não sendo um queijo muito forte, nem salgado demais, deve combinar bem – preciso experimentar com Gorgonzola, que é forte e salgado pra caramba.
Gostei muito da Oaken, mas vou ser sincera: o preço me afasta dela na minha atual situação financeira (R$7,00 a garrafa). E eu tive a sensação de que faltava algo na cerveja, algo que possa ser completado só com uma boa harmonização (o que é bom para surgir um terceiro sabor); vou experimentar harmonizar com queijos e ver no que dá!
Nota Final do beer Affair: 4,0/5,0
de 2008, somente agora perto do final de 2009 é que descobri a existência da cuja dita.
Só fui descobrir agora a existência da cerveja graças a uma mega estratégia de marketing da cervejaria: foram
produzidas somente 8 mil garrafas da Oaken, comercializada somente através do site www.bohemia.com.br em formato de
kits exclusivos. Eis que agora eles resolveram vendê-las em mercados também.
Os kits eram compostos por 2 garrafas de 550ml – limitadas e numeradas– , duas taças especialmente desenvolvidas para
a Oaken e um guia com os passos da fabricação e dicas de harmonização, embalados em uma bela caixa de madeira. O
valor de comercialização de cada kit era R$ 85,00. Os 4 mil kits produzidos venderam que nem água e agora, pelo
visto, os maníacos por cerveja como eu contam somente com as garrafas vendidas em avulso nos mercados – espero que a
Bohemia pelo menos venda a taça também, como faz com os outros copos e taças de suas cervejas.
A Bohemia Oaken é uma edição especial da Bohemia, anunciada pela cervejaria como sendo a primeira cerveja brasileira
maturada com carvalho. É feita com lúpulo inglês e maltes torrados europeus, passando por um processo de maturação
com carvalho (francês) a -1ºC, o que confere a cerveja uma coloração amadeirada e espuma brilhante (lmbrando que
somente após a filtragem é que a cerveja ganha o aspecto brilhante).
No site da Bohemia, mais especificamente no Hotsite da Oaken, vocês podem conhecer mais de perto a cerveja e seu
processo de fabricaçãO: http://www.bohemia.com.br/?cod_keyword=17496111
Opiniões e Sensações
Particularmenre, achei muito tosca a estratégia de marketing da AmBev. Caro leitor e cervejeiro, se você vai a um
mercado e se depara com um kit lindo da Bohemia Oaken (2 garrafas de 550ml e duas taças numa caixa de madeira) e, por
outro lado, vê um kit da sua cerveja favorita com conteúdo similar e custando muito mais barato, qual você compraria?
Deixando esse lado do marketing de lado e passando pra degustação.
Como não tenho a taça da Oaken, utilizei a da Stella Artois, que é a que mais se aproxima da taça da cerveja (das que
tenho aqui).
A cor da Oaken é de um tom marrom brilhante, quase bronze. Lembra cerveja Ale.
A espuma é duradoura, brilhante e levemente cremosa. Não é aquela espuma rala, muito menos aquela que se forma
rapidamente e em excesso. Mesmo depois de um minuto é possível encontrar parte da espuma ainda na taça, protegendo
bem a cerveja contra a oxidação (quase um dedo de espuma, quase).
O aroma é leve, meio adocidado (um pouco parecido com o da Caracu… me lembrou um pouquinho a Leffe Blonde).
Amargor e adstrigência são leves, sendo que nos dos primeiros goles senti uma maior adstrigência – pro tanto que tem
6% de graduação alcóolica, a sensação é de que tem menos que isso. É uma cerveja de paladar leve, não deixa um gosto
residual muito forte ou até mesmo enjoativo, muito peo contrário; a primeira coisa que me veio em mente foi de ter um
pedaço de pão fresco bem macio na boca, com aquel amargozinho no fundo da língua bem característico (e leve também,
caramba).
A Oaken não me deu aquela sensação exagerada de fartura que muitas cervejas dão, porém uma garrafa dela é suficiente.
Porém, de todas as Bohemia edição especial, esta foi que consumi mais rapidamente que as outras.
Talvez um pedaço de queijo moçarela bem macio e bem pouco amargo caia bem com a Oaken, bem como um Emmenthal ou
Estepe (acho que Gouda não vai bem). Talvez um Bire ou Camembert também, não sei ao certo. Não sendo um queijo muito
forte, nem salgado demais, deve combinar bem – preciso experimentar com Gorgonzola, que é forte e salgado pra
caramba.
Gostei muito da Oaken, mas vou ser sincera: o preço me afasta dela na minha atual situação financeira (R$7,00 a
garrafa). E eu tive a sensação de que faltava algo na cerveja, algo que possa ser completado só com uma boa
harmonização (o que é bom para surgir um terceiro sabor); vou experimentar harmonizar com queijos e ver no que dá!
Nota Final do beer Affair: 4,0/5,0

Durante o Carnaval, dei um passada rápida na Saraiva e acabei achando esse pequeno guia escrito pleo falecido e honorável Michael Jackson, um respeitável escritor inglês “caçador” de cervejas (www.beerhunter.com).
Infelizmente, não tirei uma foto desse momento de harmonização feito na base do improviso: era aniversário de um amigo, ele tinha comprado algumas garrafas de Caracu e tinha um bolo delicioso, com cobertura de chantilly (glacê) e castanhas do pará, sem falar na generosa camada de doce de leite como recheio.
Chris Street, publicitário e escritor norte-americano, é o autor desse humorado guia para os apaixonados por cerveja. Chris trata o ritual de se tomar uma cerveja de forma cômica, como sendo algo extremamente místico e uma experiência capaz de nos ligar com as forças sobrenaturais do universo.
